Entenda como família investigada por tráfico mantinha estrutura empresarial para transportar cocaína entre estados brasileiros

  • 05/06/2026
(Foto: Reprodução)
Pai e filhas são investigados por tráfico internacional e lavagem de dinheiro A investigação da Polícia Federal (PF) apontou que a organização criminosa liderada por Mario Sergio Nunes, o “Serjão do PCC”, operava como uma empresa do tráfico de drogas. O grupo contava com uma estrutura logística que incluía caminhões, carretas, transportadoras, motoristas recrutados, contas bancárias de terceiros e empresas de fachada. De acordo com a PF, essa estrutura era usada para transportar grandes carregamentos de cocaína entre diferentes estados do país e movimentar recursos ligados à atividade criminosa. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Segundo a Polícia Federal, a logística do grupo era sustentada por uma frota de caminhões e semirreboques registrados em nome de terceiros. A investigação apontou que diversos veículos flagrados no transporte de drogas estavam formalmente registrados em nome de motoristas, empresas ou pessoas sem renda compatível com a compra dos bens. Para a PF, isso reforça a suspeita de uso de laranjas para esconder o patrimônio da organização criminosa. Os investigadores também identificaram o uso de transportadoras para dar aparência de legalidade às operações do grupo. De acordo com a PF, empresas do setor apareciam como proprietárias de veículos envolvidos nas apreensões. No entanto, apresentavam indícios de funcionamento irregular, não tinham funcionários e registravam movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade declarada. Alguns dos veículos usados por uma das empresas de fachada da família PF/Divulgação Segundo a Polícia Federal, os motoristas recrutados pelo grupo tinham papel central na logística do tráfico de drogas. Ao longo das investigações, foram apreendidos carregamentos de 312 quilos, 125 quilos, 126 quilos, 425 quilos, 423 quilos e 368 quilos de cocaína, além de outros 144 tabletes da droga, entre outras cargas ligadas ao esquema. Em vários casos, os entorpecentes estavam escondidos em compartimentos falsos nas cabines dos caminhões ou em pneus sobressalentes. Para a PF, a repetição desse método revela um padrão operacional adotado pela organização criminosa. A investigação também apontou a participação de familiares e pessoas próximas ao líder do grupo na movimentação financeira do esquema. De acordo com a PF, contas bancárias de terceiros eram usadas para movimentar recursos do tráfico, enquanto empresas registradas em nome de parentes e aliados serviriam para ocultar patrimônio. Os investigadores identificaram ainda depósitos considerados suspeitos, entre eles uma transferência de R$ 120 mil feita por Mario Sergio Nunes para uma empresa apontada como possível fachada. Segundo os dados reunidos pela PF, as cargas saíam principalmente de estados considerados estratégicos para o narcotráfico, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, com destino a Minas Gerais. A investigação aponta que Uberlândia funcionava como o principal centro operacional da organização. A cidade era responsável por receber, armazenar e redistribuir a droga para municípios do Triângulo Mineiro e outros estados do país. Em nota, o advogado da família Nunes, José Carlos de Oliveira Campos, afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo, que corre sob sigilo. Ele disse ainda que a família confia nas instituições e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. Veja a íntegra abaixo. 2 toneladas de cocaína foram apreendidas em 1 ano Nove grandes apreensões realizadas em um ano não interromperam as atividades da família investigada na operação "Mens Occulta", da Polícia Federal (PF). Segundo a PF, mais de 2 toneladas de cocaína ligadas a Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", e aos familiares dele foram apreendidas durante o período investigado. De acordo com a polícia, eles fazem parte do núcleo principal da organização criminosa. Apesar do volume de drogas apreendidas, a Polícia Federal afirmou que a quantidade representa apenas uma pequena parte dos entorpecentes movimentados pelo grupo investigado. Quem é quem no esquema família tráfico uberlândia polícia federal cocaína Reprodução/Redes Sociais Mario Sergio Nunes, o "Serjão do PCC", liderava a organização criminosa e coordenava a logística e as finanças do tráfico. A esposa, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, e as filhas, Bruna e Brenda Silva Nunes, teriam auxiliado na movimentação de recursos e na ocultação de patrimônio. Já o ex-genro, Rhanniery Nunes Graciano, é apontado como laranja utilizado para esconder bens ligados ao esquema. Em nota, o advogado de Rhanniery, Sérgio Luiz da Silva, afirmou que acompanha todos os desdobramentos do caso, mas que não fará comentários sobre aspectos específicos neste momento. Veja a íntegra abaixo. Família é apontada como núcleo principal da organização Segundo o delegado Felipe Martins Perez Garcia, o grupo é investigado por integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de cocaína e à lavagem de dinheiro. A Polícia Federal (PF) apura movimentações financeiras de cerca de R$ 70 milhões sem origem compatível nos últimos cinco anos. Durante a operação, a Polícia Federal (PF) já havia apreendido veículos importados, embarcações, motos aquáticas, propriedades rurais e um motorhome de luxo avaliado em cerca de R$ 1,2 milhão. Na quarta-feira (3), a PF apreendeu um cavalo de competição avaliado entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Além do animal apreendido, os agentes encontraram um segundo flutuante motorizado atribuído à família Nunes. Segundo a corporação, os investigados mantinham um padrão de vida incompatível com a renda declarada oficialmente. Mario e a filha Brenda foram presos em um hotel em Uberaba durante o cumprimento dos mandados de prisão. Para os investigadores, Brenda exercia papel de destaque dentro da estrutura criminosa e seria o braço direito do pai. "Uma das filhas é uma advogada que é o braço direito dele, e tanto ele quanto essa filha foram encontrados e presos em Uberaba, no início do dia, num hotel. Então assim, aparentemente, estavam planejando uma possível fuga", disse o delegado da PF, Felipe Martins Perez Garcia. De acordo com as investigações, a organização criminosa trazia cocaína do Paraguai para o Brasil. A droga entrava no país pelo Mato Grosso do Sul, escondida em caminhões, e seguia para Uberlândia. Depois, era distribuída para outras cidades e estados. Entendo como funcionava o esquema da família investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Uberlândia g1 LEIA TAMBÉM: Interiorização do crime: por que cidades menores lideram taxa de homicídios Pai incomodado com choro mata filho de 3 meses com socos e tapas VÍDEO: Mulher é expulsa a chineladas ao tentar furtar loja de açaí Suspeita de lavagem de dinheiro A Polícia Federal suspeita que os recursos obtidos com o tráfico eram ocultados por meio de empresas de fachada e da aquisição de bens de alto valor. "Eles não tinham renda fixa declarada, então foram vários veículos de luxo, alguns já estavam colocados à venda. Eles já estavam tentando desfazer dos bens, provavelmente pelas recentes apreensões que ocorreram no mês passado e no mês retrasado, e são veículos de alto valor, alto padrão", concluiu Garcia. Família de Uberlândia adquiria ranchos com dinheiro do tráfico internacional, segundo a PF PF/Divulgação O que disse a defesa da família Nunes "A defesa da Família Nunes informa que, até o presente momento, ainda não teve acesso integral aos autos, os quais tramitam sob sigilo, razão pela qual qualquer manifestação sobre o mérito dos fatos seria prematura. A Família Nunes reafirma sua confiança nas instituições, no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa, colocando-se à disposição das autoridades competentes para todos os esclarecimentos necessários. A defesa destaca, ainda, que eventuais responsabilidades somente podem ser apuradas no âmbito do processo judicial, com respeito à presunção de inocência e às garantias constitucionais. Por fim, a Família Nunes manifesta serenidade e confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno." O que disse a defesa de Rhanniery "A defesa de Rhanniery Nunes Graciano recebeu com serenidade as informações relacionadas à denominada Operação Mens Occulta e acompanha atentamente todos os desdobramentos do caso. Neste momento, é importante destacar que toda pessoa submetida à investigação ou processo judicial goza da garantia constitucional da presunção de inocência, princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. A defesa reafirma a absoluta confiança nas instituições, no trabalho das autoridades competentes e no sistema de justiça brasileiro, certos de que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso regular do procedimento, com pleno respeito ao contraditório e à ampla defesa. Em respeito às investigações em andamento, não serão realizados comentários sobre aspectos específicos do caso neste momento. Temos convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá e todas as circunstâncias serão adequadamente esclarecidas perante as autoridades competentes." Apreensões durante a operação Mens Occulta da PF Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/06/05/entenda-como-familia-investigada-por-trafico-mantinha-estrutura-empresarial-para-transportar-cocaina-entre-estados-brasileiros.ghtml


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